quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Por que é importante para o trabalhador manter a contribuição sindical?
Por José Calixto Ramos*
(fonte: informativo Contratuh - Agosto 2012)
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) tem como uma de suas principais bandeiras a ratificação da Convenção 87 da OIT, pelo governo brasileiro. Em conseqüência, pretende implantar o regime da Pluralidade Sindical e extinguir a cobrança compulsória do Imposto Sindical, hoje denominada como Contribuição Sindical.
Com essa intenção, lançou recentemente a campanha em todo o território nacional – “DIGA NÃO AO IMPOSTO SINDICAL”. Esta campanha serve, literalmente, para enfraquecer a atual estrutura sindical brasileira, uma vez que suprime receita das entidades sindicais.
A pergunta que se faz é: a quem interessa um sistema sindical com reduzido poder de mobilização por insuficiência de recursos?
É obvio que o fim do Imposto Sindical contribuirá para a ruína do movimento sindical brasileiro, já combalido por toda forma de ataques, o que certamente colocará os trabalhadores em condições precárias, no que diz respeito à manutenção dos direitos adquiridos e nas relações trabalhistas com os empresários.
A campanha nos parece capciosa e de má fé, por que caberia indagar: quem gostaria de pagar impostos espontaneamente?Ao nosso juízo, uma campanha dessa ordem representa um perceptível desserviço à classe trabalhadora e ao próprio país, se considerar que campanhas idênticas fossem desencadeadas com relação a outros impostos.
A CUT, com certeza, não consultou a sua base sindical. Se o fizesse, iria compreender que estaria dando um tiro no próprio pé. É notório que a maioria dos seus sindicatos não deseja o fim da Contribuição Sindical e não pensa, nesse particular, igual à cúpula diretiva da sua Central.
A campanha fala em Plebiscito Nacional. Trata-se, mais uma vez, de uma espécie de enganação exatamente porque Referendo e Plebiscito são prerrogativas exclusivas do Congresso Nacional, Constituição Federal – Artigo 49 § XV.
Ora, se a receita proveniente do Imposto Sindical é ofensiva aos princípios da CUT, por que não devolvê-la à própria fonte contributiva ou mesmo doá-la a instituições sociais carentes ávidas por recursos? Afinal de contas, quem tem interesse no desmantelamento da estrutura sindical pátria? Com certeza não são os
trabalhadores brasileiros.
(*)Presidente da CNTI
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
ATENÇÃO TRABALHADORES E TOMADORES DE SERVIÇO DO GRUPO IDEAL
O Siemaco convoca todos os trabalhadores e tomadores de serviço do Grupo Ideal, para que entrem em contato com o sindicato e nos mantenham informados sobre a situação junto à empresa.
É muito importante que TODOS os trabalhadores da Ideal que tiveram problemas com relação ao atraso do salário e dos benefícios venham até a sede do Siemaco. Ao tomarmos conhecimento do seu caso, poderemos tomar providências para garantir seus direitos e sua dignidade enquanto trabalhador.
O Siemaco Ponta Grossa fica no seguinte endereço: Av. Carlos Cavalcanti, 327 (fundos)
Bairro: Uvaranas CEP 84025-040.
Telefone: (42) 3222-8686
Horário de Atendimento: das 8h às 12h e das 13h30 às 18h.
É muito importante que TODOS os trabalhadores da Ideal que tiveram problemas com relação ao atraso do salário e dos benefícios venham até a sede do Siemaco. Ao tomarmos conhecimento do seu caso, poderemos tomar providências para garantir seus direitos e sua dignidade enquanto trabalhador.
O Siemaco Ponta Grossa fica no seguinte endereço: Av. Carlos Cavalcanti, 327 (fundos)
Bairro: Uvaranas CEP 84025-040.
Telefone: (42) 3222-8686
Horário de Atendimento: das 8h às 12h e das 13h30 às 18h.
Siemaco participa do I Seminário “Liberdade x Engessamento do Movimento Sindical”
No dia 14 de agosto de 2012, o Siemaco participou do I
Seminário “Liberdade x Engessamento do Movimento Sindical”, promovido pela
Força Sindical do Paraná. O evento aconteceu no auditório da OAB em Curitiba, e
contou com centenas de pessoas, entre sindicalistas, juízes, procuradores,
desembargadores e demais participantes.
O objetivo do evento foi trazer aos interessados uma
discussão ampla e atual sobre os rumos do movimento sindical no Brasil, bem
como tratar dos desafios inerentes às práticas sindicais cotidianas. Para o
presidente da Força Sindical do Paraná, Sérgio Butka, o diálogo entre o
movimento sindical e o poder judiciário é fundamental para que ambas as partes
possam trabalhar em conjunto, em benefício dos trabalhadores.
O Seminário ocorreu da seguinte forma: durante todo o dia,
foram apresentados quatro painéis de discussão, cada um com um tema específico.
Em cada painel dois convidados gabaritados expuseram seu ponto de vista sobre o
tema, abrindo para debate público após a fala. Quem quiser saber mais sobre os
assuntos debatidos, pode conferir abaixo um resumo do evento.
Painel I:
Terceirização e seus Efeitos Nocivos aos Trabalhadores
Neste primeiro painel, os convidados da mesa foram o
Procurador Federal do Trabalho Ricardo Bruel da Silveira e o Desembargador do
Tribunal Regional do Trabalho, Douglas Alencar Rodrigues. Silveira foi enfático
ao afirmar que a terceirização tem sido mal utilizada no Brasil, e centrou sua
fala nos projetos de lei que tramitam no Congresso e na lei das cooperativas.
Já Rodrigues destacou a importância de os juízes do trabalho
dialogarem com as entidades sociais para se chegar a uma solução para o
problema da terceirização, que segundo ele é um “câncer” para os direitos
sociais. O Desembargador ressaltou três grandes problemas com relação à
terceirização: a sindicalização complicada, a redução dos postos diretos de
trabalho e o congestionamento do judiciário trabalhista. Outros problemas
apresentados por Rodrigues foram o padrão salarial inferior dos trabalhadores
terceirizados e a alta rotatividade, que faz com que os funcionários tenham
dificuldade em se sentir parte da empresa.
II Painel: Interdito
Proibitório como Instrumento de Engessamento do Movimento Sindical
O segundo painel teve a participação do Juiz Federal do
Trabalho José Aparecido dos Santos e Ricardo Lourenço Filho, que é professor
universitário. O tema foi o interdito proibitório, que é um dispositivo
jurídico utilizado pelas empresas para impedir greves. Para o Juiz Federal,
este instrumento impede antecipadamente a greve pela caracterização do abuso.
O professor Ricardo Filho argumentou que são os próprios trabalhadores
que devem discutir os tópicos da greve e evitar intervenção de outras esferas
(principalmente a estatal) neste sentido. Ele ressalta que a greve é um direito
coletivo e tem um caráter político e social contra a exploração do trabalho. Em
outras palavras, para o professor a greve é um exercício fundamental para
garantir a construção da cidadania.
III Painel:
Enquadramento Sindical e seus Efeitos na Liberdade Sindical
Participaram desta mesa de debates a ex-secretária Nacional
de Relações do Trabalho do MTE, Zilmara Alencar, e o Desembargador do TRT-PR,
Luiz Eduardo Gunther. A questão central neste debate foi até que ponto a
segmentação sindical é benéfica nas negociações em prol dos trabalhadores. Para
ambos os convidados, não basta que o sindicato seja único, ele também precisa
ser forte. Gunther destaca a importância da contribuição sindical de todos os
trabalhadores (até mesmo dos não sindicalizados), porque nas negociações
coletivas eles também são beneficiados. Ele destacou, ao final, a importância
de os sindicatos se relacionarem com o setor jurídico.
IV Painel: Novos
rumos da Negociação Coletiva
Neste painel, participaram o Secretário-Geral do Sindicato dos
Metalúrgicos do ABC e representante da CUT, Wagner Santana, O secretário-geral
da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, e o Jurista e ex-ministro do TST José
Luciano Castilho. A discussão foi
centrada na legitimidade dos sindicatos que lutam pelas propostas decentes para
os trabalhadores, lembrando que muitos sindicatos só existem por causa da
contribuição obrigatória e sequer lutam de forma séria por seus afiliados. A
negociação coletiva é um dos momentos mais importantes do ano para os
sindicatos, e é essencial que haja responsabilidade na elaboração de propostas.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Grupo Ideal pode abrir falência no dia 20
O Grupo Ideal, que trabalha com vigilância,
monitoramento e limpeza na cidade de Ponta Grossa, pode fechar as portas ainda
este mês. Embora a abertura de falência não seja oficial e a empresa não queira
se pronunciar sobre o assunto, o cerrar de portas já tem data marcada pelos
rumores: 20 de agosto. A Ideal enfrenta problemas financeiros desde maio deste
ano.
As dificuldades financeiras da empresa prejudicaram
o lado mais fraco: os direitos dos 189 trabalhadores não estão sendo pagos. O
salário e o vale alimentação estão atrasados, o fundo de garantia não é pago
desde novembro de 2011, e alguns funcionários relatam ainda que não receberam o
valor referente às férias já tiradas.
O porteiro Jeferson da Luz, que é funcionário da
Ideal e trabalha na Bunge, alega que os atrasos nos pagamentos vem ocorrendo
desde o mês de março. “Eles só pagaram meu salário ontem (quinta-feira) porque
eu fiz pressão: comprovei que o pagamento da Bunge para a Ideal havia sido
feito, e que eles não tinham nos repassado o dinheiro”, conta. Jeferson relata
ainda que, quando ele disse que avisaria a imprensa sobre a situação, a Ideal “deu
um jeito” de efetuar o pagamento. “Eles me disseram que pagariam só o meu
(salário), mas insisti para que eles pagassem também meus companheiros de
serviço, que estão na mesma situação”, diz.
Se o problema não for resolvido até a próxima
sexta-feira (10 de agosto), o Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e
Conservação (Siemaco) de Ponta Grossa, que representa os trabalhadores da
Ideal, garante que irá acionar judicialmente os tomadores de serviço para que
eles próprios efetuem o pagamento dos funcionários.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Tomate sobe 70% e puxa alta da cesta básica em Curitiba
fonte: Gazeta do Povo
O preço da cesta básica não resistiu à alta de 70% no preço do tomate e fechou o mês de julho 2,29% mais cara em Curitiba , em relação ao mês de julho do ano passado. A capital paranaense é a oitava com o maior preço da cesta, entre as 17 capitais analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que divulgou os dados nesta segunda-feira (6). A pesquisa mostra que o curitibano precisa de R$ 268 para custear a comida suficiente para um mês.
O segundo produto alimentício que mais subiu na capital paranaense foi o feijão, com alta de 4,55%; seguido pelo arroz, com aumento de 2,3%. Os produtos comuns nas mesas de café da manhã – pão (1,17%), manteiga (0,87%), açúcar (0%) e leite (-1,97) – ficaram no meio da tabela e ajudaram a equilibrar a inflação. Entre os produtos que também amenizaram o salto da cesta básica estão a carne (-4,59%), a batata (-16,05%) e banana (-22,85%).
Com o resultado, uma família composta por um casal e duas crianças necessita de R$ 804 para suprir a demanda por alimentação de um mês. O índice equivale a 1,29 salário mínimos - variação que corresponde a um acumulado de 7,79% de inflação no preço da comida no ano.
Outros estados
Curitiba teve uma das menores variações no custo da cesta básica entre as capitais brasileiras. Apenas Fortaleza (2,16%),Manaus (1,95%) e João Pessoa (1,61), tiveram aumentos menores do que a capital do Paraná. No outro lado da tabela, as maiores altas foram encontradas em Belo Horizonte (8,41%), Rio de Janeiro (7,50%) e Porto Alegre (7,03%).
Porto Alegre e São Paulo foram os lugares onde a cesta básica atingiu o maior valor em julho. Na cidade gaúcha, o preço ficou, em média, em R$ 299,96, e na capital paulista, segunda colocada, quase o mesmo preço: R$ 299,39. Em um mês, é mais barato comer nas cidades de Aracaju (R$ 208,14) e Salvador (R$ 218,78).
O Dieese realiza todo mês a Pesquisa Nacional da Cesta Básica em Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Manaus Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória.
Salário mínimo deveria ser de R$ 2.519,97, avalia Dieese
O salário mínimo do trabalhador no País deveria ter sido de R$ 2.519,97 em julho, a fim de suprir as necessidades básicas dos brasileiros e de sua família, como constata a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada nesta segunda-feira (6) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Alunos de odonto pediatria da UEPG procuram pacientes de 03 a 12 anos
A quem possa interessar: os alunos da UEPG do curso de odontologia (disciplina de odonto pediatria) necessitam de pacientes com idade entre 03 e 12 anos e que precisem de tratamento odontológico. Os pais interessados devem ir, acompanhados das crianças, até o bloco M do campus da UEPG, sala 63.
O horário de atendimento é o seguinte: segunda-feira às 08h15
terça-feira às 15h15
quinta-feira às 13h30
DIEESE publica estudo sobre o balanço dos pisos salariais negociados em 2011
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) acaba de publicar mais um estudo sobre o balanço dos pisos salariais. O principal objetivo é apresentar ao leitor um panorama geral de como foram feitas as negociações salariais em 2011.
O estudo foi feito por meio do Sistema de Acompanhamento de Salários (SAS-DIEESE), e analisa pisos salariais de 671 unidades de negociação de todo o Brasil nos setores da Indústria, do Comércio, dos Serviços e Rural, com destaque para os reajustes aplicados ao piso salarial e os valores definidos em cada categoria.
Quem se interessar pode ler o estudo na íntegra através deste link: http://www.dieese.org.br/esp/estPesq61balPisos2011.pdf
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